Caracas...
Está extremamente difícil... Não sabia que esse dia ia chegar. O dia que minha cabeça e minha corpo iam dizer: vamos embora pra casa!!!!!
É assim que estou me sentindo. Cansada demais. Estressada demais. Trabalhar com brasileiros é tão difícil, tão complicado. Ai que saudade da Europa. Deve de ser por isso que na próxima temporada a MSC só vai mandar 3 navios pra Brasil (atualmente são 6).
Cruzeiro de ano novo foi igual ao de natal... Passei a virada dormindo, extremamente cansada. No dia seguinte teve outra crew party, mas todos estavam exaustos...
Estava esperando minha família em São Francisco do Sul novamente, mas aconteceu um monte de coisa que somente meu cunhado, meu sobrinho e um grande amigo foram me visitar... claro que fiquei chateada, porque só irei revê-los quando desembarcar. Mas tudo bem.
Agora de volta aos mini cruzeiros...
Socorro...
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
domingo, 9 de janeiro de 2011
É Natal, é natal...noite de natal...
É Natal...
Até que enfim chegou um cruzeiro loooongo. Saudade disso, de poder conhecer os passageiros, de chamá-los pelo nome; o que na verdade não é possível nos mini cruzeiros.
Mas foi tudo ilusão. Nove dias com os mesmos passageiros foi detestável... A primeira noite (pós embarque) já começou com tanto problema... fiquei imaginando como seriam os dias seguintes.
Santos, Rio de Janeiro e dois dias de navegação... até chegar na Argentina. Eu acho que os passageiros pagaram pra dormir, de verdade. Tinha gente que não saía da cabine, pra nada. Ficávamos além do horário só esperando o povo acordar (mentira!!!!!! Eu ligava pra eles!!!! Hahahahahaha). E quando entrávamos para limpar, era inacreditável o desastre. Cheguei a conclusão que quanto mais bonita é a mulher, mais suja é a cabine. Isso é bem verdade. Se a mulher é muito bonita, ela traz zilhões de roupas, fica indecisa, joga tudo no chão... faz compras, enche a cabine de sujeira e sequer consegue acertar a lixeira.
E por falar em lixeira, ninguém é capaz de ler o aviso do tamanho de um bonde que existe no banheiro: “Favor jogar o papel higiênico usado no vaso sanitário”. O que você entende com isso??? Que ao se limpar, jogue o papel na privada e puxe a descarga... Não é preconceito, mas analfabetismo funcional é uma expressão que aprendi com os brasileiros aqui dentro, com os passageiros. Leem, mas não compreendem. E não tem como pensar que não é estupidez, burrice ou sei lá... Chega a dar raiva. As pessoas não lêem os avisos, o programa que é colocado todo dia na cabine... nada. Aí acabam fazendo tudo errado e se acham os senhores donos da razão...
Tá, mas é Natal, dá pra relevar tanta coisa (não dá, não). Natal é tempo de confraternizar, ter paciência, amar ao próximo. Mas foi impossível. Não sei se estou no meu limite, mas não consigo mais.
No entanto, o navio preparou algumas surpresas pra gente. Teve o Crew Show, no Teatro. Foi uma apresentação linda, com direito ao comandante dançando o Créu!!!!! Foi hilário e eu gravei. Teve também a Crew Party (até que enfim), que dancei até acabar. Teve que ser assim, porque a festa foi na gangway, que fica acima da minha cabine. O barulho era enluquecedor. Ou aproveitava a festa lá em cima, ou ficava acordada na cama...
Chegamos em Buenos Aires. Oba, compras! Pra começar, como estávamos fora do Brasil, nada de terminar e sair mais cedo. Tivemos que ficar até duas da tarde, pra voltar as cinco. Pois então, fui pra tal da La Florida. Uma rua de compras. Economizei tanto tempo pra fazer umas comprinhas. Que decepção. Que tédio. Não gostei de nada. Só não voltei com mais dinheiro porque não assaltei ninguém. Não comprei nada, nadica de nada. Fiquei tão triste... Faltou minha mãe pra dizer o que comprar (é, tenho quase trinta anos e ainda preciso da minha mãe pra escolher minhas coisas!!!!). Então, tivemos overnight. Mas eu estava na lista negra que não podia sair do navio. Uma porcentagem da tripulação tinha que ficar a bordo. Eu era uma delas.
O segundo dia de Buenos Aires nem pudemos sair... não deu tempo.
Dia seguinte era Punta Del Leste. Que também não conheci. Até podíamos sair quando terminássemos, mas meus passageiros queridos e dorminhocos não colaboraram comigo...
Até que enfim estava chegando São Francisco do Sul (SC). Eu ia encontrar minha família... Foi tão emocionante, que me dá um aperto no peito só de lembrar. Foi tão gostoso e tão sensacional poder passar algumas horas com eles... Não dá pra explicar. Depois de cinco meses sem vê-los, foi incrível... Chorei tanto, tanto... todo mundo chorou. E a sensação foram os presentes e a minha amiga indonesiana Ayu. Deu pra dar muita risada. A hora de partir foi dolorosa... mas na semana seguinte eu iria revê-los.
Bem, o estresse todo que passei nesses dias não dá pra escrever... eu não consegui colocar em palavras tudo o que sofri durante este cruzeiro. Minha camareira e eu passamos por muito sufoco... Credo... Mas tudo valeu a pena ao ver minha família...
Mas não acaba aqui. Tem o cruzeiro de Ano Novo também. O mesmo roteiro... Vamos ver o que vai dar...
Até que enfim chegou um cruzeiro loooongo. Saudade disso, de poder conhecer os passageiros, de chamá-los pelo nome; o que na verdade não é possível nos mini cruzeiros.
Mas foi tudo ilusão. Nove dias com os mesmos passageiros foi detestável... A primeira noite (pós embarque) já começou com tanto problema... fiquei imaginando como seriam os dias seguintes.
Santos, Rio de Janeiro e dois dias de navegação... até chegar na Argentina. Eu acho que os passageiros pagaram pra dormir, de verdade. Tinha gente que não saía da cabine, pra nada. Ficávamos além do horário só esperando o povo acordar (mentira!!!!!! Eu ligava pra eles!!!! Hahahahahaha). E quando entrávamos para limpar, era inacreditável o desastre. Cheguei a conclusão que quanto mais bonita é a mulher, mais suja é a cabine. Isso é bem verdade. Se a mulher é muito bonita, ela traz zilhões de roupas, fica indecisa, joga tudo no chão... faz compras, enche a cabine de sujeira e sequer consegue acertar a lixeira.
E por falar em lixeira, ninguém é capaz de ler o aviso do tamanho de um bonde que existe no banheiro: “Favor jogar o papel higiênico usado no vaso sanitário”. O que você entende com isso??? Que ao se limpar, jogue o papel na privada e puxe a descarga... Não é preconceito, mas analfabetismo funcional é uma expressão que aprendi com os brasileiros aqui dentro, com os passageiros. Leem, mas não compreendem. E não tem como pensar que não é estupidez, burrice ou sei lá... Chega a dar raiva. As pessoas não lêem os avisos, o programa que é colocado todo dia na cabine... nada. Aí acabam fazendo tudo errado e se acham os senhores donos da razão...
Tá, mas é Natal, dá pra relevar tanta coisa (não dá, não). Natal é tempo de confraternizar, ter paciência, amar ao próximo. Mas foi impossível. Não sei se estou no meu limite, mas não consigo mais.
No entanto, o navio preparou algumas surpresas pra gente. Teve o Crew Show, no Teatro. Foi uma apresentação linda, com direito ao comandante dançando o Créu!!!!! Foi hilário e eu gravei. Teve também a Crew Party (até que enfim), que dancei até acabar. Teve que ser assim, porque a festa foi na gangway, que fica acima da minha cabine. O barulho era enluquecedor. Ou aproveitava a festa lá em cima, ou ficava acordada na cama...
Chegamos em Buenos Aires. Oba, compras! Pra começar, como estávamos fora do Brasil, nada de terminar e sair mais cedo. Tivemos que ficar até duas da tarde, pra voltar as cinco. Pois então, fui pra tal da La Florida. Uma rua de compras. Economizei tanto tempo pra fazer umas comprinhas. Que decepção. Que tédio. Não gostei de nada. Só não voltei com mais dinheiro porque não assaltei ninguém. Não comprei nada, nadica de nada. Fiquei tão triste... Faltou minha mãe pra dizer o que comprar (é, tenho quase trinta anos e ainda preciso da minha mãe pra escolher minhas coisas!!!!). Então, tivemos overnight. Mas eu estava na lista negra que não podia sair do navio. Uma porcentagem da tripulação tinha que ficar a bordo. Eu era uma delas.
O segundo dia de Buenos Aires nem pudemos sair... não deu tempo.
Dia seguinte era Punta Del Leste. Que também não conheci. Até podíamos sair quando terminássemos, mas meus passageiros queridos e dorminhocos não colaboraram comigo...
Até que enfim estava chegando São Francisco do Sul (SC). Eu ia encontrar minha família... Foi tão emocionante, que me dá um aperto no peito só de lembrar. Foi tão gostoso e tão sensacional poder passar algumas horas com eles... Não dá pra explicar. Depois de cinco meses sem vê-los, foi incrível... Chorei tanto, tanto... todo mundo chorou. E a sensação foram os presentes e a minha amiga indonesiana Ayu. Deu pra dar muita risada. A hora de partir foi dolorosa... mas na semana seguinte eu iria revê-los.
Bem, o estresse todo que passei nesses dias não dá pra escrever... eu não consegui colocar em palavras tudo o que sofri durante este cruzeiro. Minha camareira e eu passamos por muito sufoco... Credo... Mas tudo valeu a pena ao ver minha família...
Mas não acaba aqui. Tem o cruzeiro de Ano Novo também. O mesmo roteiro... Vamos ver o que vai dar...
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