sexta-feira, 16 de julho de 2010

Então, né? Cá estou eu!

Minha nossa!!!!!!!! É possível relatar isso daqui?????? Pois então, olha que nem cheguei direito.
Primeiro conselho: não compre uma mala igual a minha... que inferno é carregar aquilo. Preferia tem aquelas malonas enormes e dormir em cima delas do que puxar essa que se fecha (pra não ocupar espaço). Se arrependimento matasse!
Então, o cara nos largou pertinho do navio. Passamos por uma averiguação em terra e daí seguimos para dentro.
Na chegada já me desatei a conversar... em inglês com um segurança croata. Isso foi debaixo de um sol de matar... Aí as malas passaram no raio X e foram todas abertas. Em nenhum momento da viagem pediram pra ver a receita dos remédios que trouxe. Inclusive aqui. O oficial que fez a vistoria foi super simpático. E me deram água porque tava morrendo de sede. E eu lá, largando sorriso pra todo mundo, com medo de ser maltratada (era só que sabia, que brasileiros não são muito bem-vindos aqui). E acharam meu mini ferro de passar roupa... Buáááááááá. Eu já sabia que não podia, mas resolvi tentar. Tomaram de mim. Mas tudo bem.
Peguei tudo e segui para o Crew Purser (onde entregamos os documentos). No meio do caminho, o chefe dos crews me chamou e devolveu o ferro!!!! Tudo na surdina! Pediu pra eu tomar cuidado com ele. Que bom!
E eu tentando ser a Miss Simpatia!!!! Mas vou dizer uma coisa. Aqui, os homens nunca viram mulher. Só pode ser isso. Te olham como se fosse a última da terra. Mas me disseram que daqui a pouco eu acostumo com isso.
Eu cheguei, né? Mas não tinha cabine, nem room mate (colega de quarto). Nem nada. Só tinha fome e sede! Aí me avisaram que eu ia começar a trabalhar às 5 horas. Fui almoçar, peguei o uniforme e ganhei uma cabine. Ia dividir com um hondurenha que só fala espanhol. Ela não estava quando cheguei. Putz, uma cabine suja pra caramba. Nossa, eu não sei o que fazia primeiro: limpava, guardava minhas coisas, tomava banho, dormia (ah, já era um dia inteiro sem dormir). Resolvi “ajeitar” as coisas... guardei minhas roupas e tomei um banho. Aliás, gelado, porque não sabia mexer no chuveiro!
Conheci a Karla, colega de quarto. Muito simpática. A primeira coisa que me perguntou foi se importava do namorado dela dormir aqui. PQP********* O que eu iria dizer. Nossa, que saco. Privacidade nenhuma! Mas resolvi não dizer nada porque acabei de chegar. Logo digo a ela o que penso. Hoje não. Achei melhor não arranjar encrenca por ora.
Deus como eu estava cansada... toda dolorida de carregar minhas malas pra lá e pra cá. Pois então, coloquei meu uniforme (que deve ser uns duzentos número maiores e o alfaiate não podia fazer ajuste naquela hora... é que na verdade tinha que rolar uma propina e eu resolvi ficar com esse saco de batata mesmo).
Meu chief me colocou pra acompanhar outro assistente brasileiro para aprender o serviço. Que bom! Isso significa que não iria pegar no pesado nessa noite.
Só não to me acostumando com um oficial me perseguindo... ai meu santo.

Um comentário:

  1. É isso ai Duane, no começo é difícil mas você vai tirar de letra. te desejo muita sorte e sucesso. Bjos.
    Rosi Brum

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