Estava eu, aqui parada, pensando com meus botões, o que eu poderia contar...
É tanta coisa que nem sei.
O que vem me incomodando ultimamente é meu dedão do pé... Não sei porque, mas eu perdi a sensibilidade dos dois. É engraçado, não se sente nada. Eu posso bater nos cantos, deixar cair coisas em cima. Não sinto nada mesmo. Inclusive perdi a unha (kkkkkk) e nem vi. Agora, a unha nova está crescendo. Mas está medonho. Outra coisa que acontece é o surgimento das varizes nas pernas. Sabe aquelas micro varizes? Ai, eu tenho as pernas tão bonitinhas... dá uma dó de ver aquelas coisinhas.
Tudo isso é normal (ao menos é o que dizem). Todos passam por isso. Eu tenho que agradecer que ainda não fiquei doente, não precisei ir ao medical center, nada... Só sinto muito enjôo quando o navio balança. Eita desgraça. Semana passada fiquei à base de dramin (olha que nem balançou de verdade). O problema é que o navio está com estabilizador quebrado – que os passageiros não saibam disso.
Próxima Veneza (dia 13), meu excelentíssimo vai embora. Ele está passado pela TPD – tensão pré-desembarque. Todos passam por isso. É chato. Ahhhhh, alegria de pobre dura pouco, não é? Eu estava feliz com ele por aqui. Mas a vida segue (quem disse que não?). Na semana passada ele me levou a um passeio pelos pontos turísticos de Athenas, foi encantador. Adorei!
Fiquei chateada ontem com meu capo (ele é filipino). Ele havia me dito que poderia descer em Ancona e algumas horas em Veneza. Chegou na hora, não permitiu mais. Simplesmente me deu um não... E eu ia sair com o Rodrigo.
E 20 de setembro, o navio segue em direção ao Brasil. Meu Deus, estou com medo... Lá no Brasil faremos quase que só cruzeiros de 3 dias. Quem acompanha meu blog sabe do sofrimento dos embarques e desembarques. Já é difícil passar por isso a cada 7 dias, imagina a loucura na lavanderia pelos lençóis e tolhas nesses 3 dias. Tenho certeza que muitos brasileiros, principalmente mulheres, irão desistir. Não é pra qualquer um. É aí que vai valer não só a força mental, o físico entra em ação. E para os homens é pior, porque eles trabalham de madrugada, além de tudo.
Eu não posso reclamar de nada não. Eu assumi os riscos quando aceitei vir pra cá. Sabia o quão seria difícil e trabalhoso. Espero ter forças pra continuar com todo esse ânimo.
Agora tenho que ir descansar. Hoje tem troca de fuso horário e perdemos uma hora de sono (já é pouco, credo). To esperando meu excelentíssimo chegar. Tem que aproveitar todos os momentos, né?
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